Guia · Escolher serviço

Recrutamento e seleção, headhunting, nethunting, outsourcing ou gestão interina: de qual precisa

Tem uma necessidade de talento e cinco nomes de serviço que soam parecidos. Explicamos que problema resolve cada um, para que escolha antes de começar a procurar.

Em muitas das reuniões que temos com empresas, a primeira pergunta não é sobre o perfil. É outra: «Isto é um recrutamento ou um headhunting?». Às vezes chega com uma terceira opção em cima da mesa: «E se externalizarmos?» ou «E se trouxermos alguém só para este projeto?». É lógico. Vistos de fora, os serviços de uma consultora de recursos humanos parecem-se muito. Vistos de dentro, cada um responde a um problema diferente. Escolher mal nem sempre se nota no primeiro dia, mas acaba por se notar: um processo que não chega aos candidatos certos, uma fórmula que não encaixa na necessidade real ou uma contratação que chega tarde.

Neste guia explico como distinguimos na Crearte entre recrutamento e seleção, headhunting, nethunting, outsourcing e gestão interina (interim management), e que perguntas fazemos para recomendar um ou outro. Sem tecnicismos.

A pergunta de partida: que problema tem?

Antes de falar de serviços, falamos da situação. Quase todas as necessidades de contratação cabem numa destas quatro:

  • Precisa de preencher um cargo concreto de forma estável e o perfil existe no mercado, ainda que seja preciso filtrar bem.
  • Precisa de alguém que não está à procura de emprego: um perfil escasso, estratégico ou muito especializado.
  • Precisa que uma função funcione, mas não necessariamente de a ter nos quadros.
  • Precisa de alguém com muita experiência durante um tempo limitado para liderar uma mudança, um projeto ou uma transição.

Cada uma aponta para um serviço diferente. Vamos um a um.

Recrutamento e seleção: quando o cargo está claro e o perfil existe

A nossa definição é esta: identificamos, avaliamos e apresentamos profissionais que encaixam nas necessidades, na cultura e nos objetivos de cada empresa para preencher posições concretas.

A palavra-chave é «concretas». O recrutamento funciona bem quando sabe que cargo quer preencher, que funções terá e que competências a pessoa precisa de ter. O desafio aqui não costuma ser encontrar candidatos, mas separar os que encaixam dos que só o parecem no currículo.

É o serviço habitual para quadros intermédios, técnicos, perfis comerciais ou administrativos e, em geral, cargos para os quais há candidatos ativos no mercado.

Sinais de que precisa de recrutamento e seleção:

  • O cargo já existe ou está bem definido.
  • Recebe candidaturas, mas tem dificuldade em avaliar qual é a certa.
  • Não tem tempo interno para entrevistar com método.

Headhunting: quando a pessoa que procura não está à procura

Aqui a definição muda de verbo: localizamos e atraímos diretamente profissionais, incluindo candidatos passivos, para posições especializadas, estratégicas ou difíceis de preencher.

A diferença em relação ao recrutamento não é o nível do cargo, embora costume coincidir com perfis de direção. É de onde vem o candidato. No headhunting, os melhores candidatos estão a trabalhar, estão a sair-se bem e não vão ver o seu anúncio. É preciso ir procurá-los, perceber o que os faria mudar e apresentar-lhes o projeto com argumentos.

Por isso o headhunting exige outra conversa com a empresa: o que pode realmente oferecer a alguém que não tem pressa de mudar, como vai manter a confidencialidade e quem vai participar nas entrevistas.

Sinais de que precisa de headhunting:

  • Já publicou o anúncio e não chegaram os perfis que queria.
  • O cargo é de direção ou tem impacto direto na estratégia.
  • Precisa de discrição: a pesquisa não pode ser pública.
  • O perfil é técnico e escasso.

Se o cargo for de direção, temos um guia específico sobre como contratar um diretor sem que se saiba.

Nethunting: o canal digital como ferramenta de pesquisa

O nethunting é um serviço em si mesmo e, além disso, uma forma de procurar que reforçamos no recrutamento e no headhunting. Definimo-lo assim: utilizamos redes profissionais, canais digitais e ferramentas especializadas de pesquisa para identificar e localizar talento que possa encaixar numa determinada posição.

Na prática, combinamo-lo com o recrutamento e com o headhunting. É especialmente útil quando o perfil tem presença digital, por exemplo em tecnologia, marketing ou vendas, ou quando o mercado é amplo e é preciso explorar muitas fontes para encontrar as pessoas certas. Faz sentido pedi-lo de forma específica quando o que precisa é, sobretudo, de alargar o alcance da pesquisa.

Revê-se nesta situação?

Se não tem claro que fórmula encaixa na sua vaga, conte-nos. O Héctor analisa-a consigo numa reunião sem custos e diz-lhe que serviço recomendamos e porquê.

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Outsourcing: quando precisa da função, não do contrato

Às vezes a pergunta de partida está mal colocada. A empresa diz «preciso de contratar alguém para a contabilidade», mas o que precisa é de ter a contabilidade em dia. Não é a mesma coisa.

No outsourcing externalizamos funções ou serviços de uma empresa, disponibilizando profissionais especializados que os desenvolvem e executam por conta da Crearte Consulting. Por exemplo, secretariado, administração, contabilidade, controlling, vendas, apoio ao cliente, marketing ou suporte técnico.

A diferença em relação a um recrutamento é de fundo: a pessoa não entra para os seus quadros. Recebe o serviço e nós tratamos de quem o presta. Faz sentido quando o volume de trabalho não justifica um cargo próprio, quando a função não é o núcleo do negócio ou quando precisa de flexibilidade para crescer ou reduzir. Explicamo-lo com mais detalhe no guia sobre outsourcing de serviços: o que externalizar e quando compensa.

Gestão interina: experiência sénior com data de fim

A gestão interina responde a uma necessidade muito concreta: diretores e profissionais de elevada experiência para liderar projetos, transformações ou situações de mudança durante um período determinado, de alguns meses até um máximo de cerca de dois anos. Na Crearte identificamo-los, selecionamo-los e contratamo-los.

Vemo-lo em situações como uma saída inesperada na direção, uma reestruturação, a integração após uma aquisição, a abertura de um mercado ou um projeto que ninguém na casa tem tempo nem experiência para liderar. A empresa precisa de alguém que chegue, perceba depressa e execute. E que saia quando o trabalho estiver feito.

Se é um conceito novo para si, comece por o que é a gestão interina.

Como decidir: cinco perguntas

Quando uma empresa nos pede ajuda para escolher, costumamos percorrer estas perguntas:

  1. A necessidade é permanente ou temporária? Se for temporária e exigir liderança, pense em gestão interina. Se for permanente, recrutamento e seleção ou headhunting.
  2. Quer a pessoa nos quadros ou quer o resultado? Se lhe bastar o resultado, considere o outsourcing.
  3. O candidato ideal está à procura de emprego? Se provavelmente não estiver, precisa de headhunting.
  4. A pesquisa pode ser pública? Se não puder, ponha de parte a publicação de anúncios e trabalhe com pesquisa direta e confidencial.
  5. Que impacto tem um erro? Quanto maior, mais importa avaliar com método e não apenas filtrar currículos.

Nem sempre sai uma resposta única. Há processos que começam como recrutamento e acabam por precisar de pesquisa direta. E há empresas que ocupam um cargo de direção com um interino enquanto procuram a pessoa definitiva.

O que não muda, escolha o que escolher

Seja qual for o serviço, na Crearte trabalhamos com o mesmo método. Interlocutores seniores desde a primeira reunião. Avaliação por competências com entrevistas STAR e CAR e análise de incidentes críticos. Cada candidato chega com um resumo de encaixe face às funções e às competências pessoais e técnicas do cargo. E total transparência: sabe em que ponto está o processo a cada momento.

Por trás há uma base de dados própria com 47 000 candidatos analisados e atualizados, um cruzamento de processos com candidatos em menos de 8 minutos e experiência em 8 países. Graças ao Método CREARTE, apresentamos-lhe os melhores candidatos em 7 dias úteis.

O que muda, sim, é a conversa inicial. E é essa conversa que mais tempo poupa: dedicar uma hora a perceber bem a necessidade evita semanas a procurar no sítio errado.

Perguntas frequentes

Que diferença há entre recrutamento e seleção e headhunting?

O recrutamento e seleção preenche posições concretas com profissionais que encaixam na empresa, muitas vezes candidatos ativos. O headhunting localiza e atrai diretamente candidatos passivos para cargos especializados, estratégicos ou difíceis de preencher.

O que é o nethunting?

É a pesquisa de talento através de redes profissionais, canais digitais e ferramentas especializadas. Normalmente combina-se com o recrutamento ou o headhunting para alargar o alcance da pesquisa.

Quando compensa a gestão interina em vez de contratar?

Quando precisa de um diretor de elevada experiência para liderar um projeto, uma transformação ou uma mudança durante um período determinado, de alguns meses até um máximo de cerca de dois anos.

O outsourcing é o mesmo que contratar alguém?

Não. No outsourcing a pessoa não entra para os seus quadros: a função é desenvolvida por profissionais especializados por conta da consultora e a sua empresa recebe o serviço.

Héctor Delgado, CEO da Crearte Consulting

Vamos analisar a sua vaga

Diga-nos do que precisa numa reunião sem custos nem compromisso com Héctor Delgado, CEO da Crearte Consulting. Sairá a saber que serviço encaixa no seu caso e como o abordaríamos.

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