Guia · Headhunting
Quanto custa um headhunter e como cobra
Antes de contratar uma pesquisa, convém perceber como se cobra, o que inclui e o que faz com que custe mais ou menos. Contamos-lhe tudo visto de dentro.
«Quanto me vai custar?» é quase sempre a segunda pergunta na primeira reunião. A primeira é se conseguimos encontrar a pessoa. É lógico: contratar um headhunter é um investimento e convém saber o que está a pagar e porquê. Neste guia explicamos como se cobra este serviço no setor, o que faz com que uma pesquisa custe mais ou menos e o que deve perguntar antes de assinar com qualquer consultora, incluindo a nossa.
O que está a pagar quando contrata um headhunter
Um headhunter não cobra para enviar currículos. Cobra para encontrar, avaliar e convencer pessoas que, em muitos casos, não estavam à procura de emprego. Por trás de cada pesquisa há horas de trabalho que a empresa não vê:
- Perceber o cargo e o contexto: o que a pessoa tem de alcançar, com que equipa e sob que estilo de direção.
- Mapear o mercado: que empresas e que profissionais encaixam, dentro e fora dos portais de emprego.
- A abordagem direta: contactar com discrição, explicar o projeto e despertar o interesse de quem não tem pressa de mudar.
- A avaliação: entrevistas por competências, verificação da experiência e um relatório de encaixe de cada finalista.
- O acompanhamento até à integração, incluindo a negociação final.
Como se costuma cobrar: os modelos habituais
Não há uma tarifa única no setor. Estes são os modelos que vai encontrar:
Percentagem sobre a remuneração anual do cargo
É o modelo mais difundido. Os honorários calculam-se como uma percentagem da remuneração bruta anual da pessoa contratada. Faz sentido: quanto mais alto é o cargo, mais complexa e delicada costuma ser a pesquisa. Antes de assinar, esclareça se o cálculo inclui apenas a parte fixa ou também a variável e outras componentes.
Por sucesso ou por fases
No modelo por sucesso, paga quando o candidato entra na empresa. No modelo por fases, habitual em pesquisas de executivos, o pagamento é repartido por vários momentos do processo: no início, na apresentação dos três finalistas e na integração. Cada um reparte o risco de forma diferente entre a empresa e a consultora.
Tarifa fixa por processo
Um montante fechado, acordado à partida, independente do salário final. Dá previsibilidade, sobretudo quando a faixa salarial ainda não está clara.
Avença para vários cargos
Quando é preciso preencher várias vagas num período, algumas empresas preferem uma avença periódica que cubra todos os processos em vez de pagar um a um.
Revê-se nesta situação?
Se está a pensar contratar uma pesquisa, fale-nos da sua vaga. Numa reunião sem custos explicamos como a abordaríamos e como a cobraríamos.
Marcar reunião com o HéctorO que faz com que uma pesquisa custe mais ou menos
- O nível do cargo. Não é o mesmo um quadro intermédio e uma direção-geral.
- A escassez do perfil. Se há poucas pessoas no mercado com essa experiência, a pesquisa é mais longa e mais minuciosa.
- A confidencialidade. Uma pesquisa que não se pode saber exige mais cuidado em cada contacto.
- A urgência. Encurtar prazos exige dedicar mais recursos em simultâneo.
- O alcance geográfico. Procurar em vários países ou regiões alarga o trabalho.
- O número de vagas. Várias posições semelhantes permitem aproveitar o mapeamento do mercado e costumam tornar cada uma mais barata.
O que convém perguntar antes de assinar
Com qualquer consultora, incluindo a nossa, peça que lhe respondam por escrito:
- Como se calculam os honorários e sobre que componentes da remuneração.
- Quando se paga: por sucesso, por fases ou com um montante fixo.
- O que inclui: número de candidatos apresentados, testes, relatórios, entrevistas de acompanhamento.
- Se há garantia de substituição: o que acontece se a pessoa sair ou não passar os primeiros meses.
- Quem conduz o seu processo: se vai falar com um consultor sénior ou com um perfil júnior.
- Como avaliam os candidatos e o que recebe sobre cada um.
- Que prazos trabalham e como o vão informar do andamento.
O custo que não aparece na fatura
Comparar orçamentos só pelo valor é um erro frequente. O custo que mais pesa não é o do headhunter, mas o de errar: meses de salário, uma equipa que se ressente, decisões que se atrasam e, no fim, voltar ao início. Por isso, ao avaliar uma proposta, compare também a qualidade da avaliação e a experiência de quem a faz. Se quiser pôr-lhe um número na sua empresa, explicamos como no guia sobre quanto custa uma má contratação.
Como o fazemos na Crearte Consulting
Na primeira reunião analisamos a sua vaga e explicamos com clareza como cobraríamos essa pesquisa, antes de começar o que quer que seja. Trabalhamos com o Método CREARTE: sempre com interlocutores seniores, avaliação por competências com entrevistas STAR e CAR, total transparência sobre o estado do processo e uma base de dados própria de 47 000 candidatos analisados e atualizados. Se o cargo for de direção, veja também como trabalhamos o recrutamento de executivos e o headhunting.
Perguntas frequentes
Como cobra um headhunter?
O mais habitual é uma percentagem sobre a remuneração bruta anual do cargo, por sucesso ou por fases. Existem também tarifas fixas por processo e avenças para vários cargos.
O que inclui o preço de um headhunter?
Depende da consultora. Pergunte pelo número de candidatos apresentados, os testes e relatórios, a garantia de substituição e quem vai conduzir o seu processo.
Um headhunter é mais caro do que um recrutamento e seleção?
Costuma ser, porque implica procurar e atrair profissionais que não estão à procura de emprego, muitas vezes para cargos de direção ou difíceis de preencher.
Quanto cobra a Crearte Consulting?
Depende do cargo e da pesquisa. Explicamos-lhe com clareza na primeira reunião, antes de começar.